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As 5 principais causas da quebra de vidro temperado

Mesmo os vidros projetados para serem muito mais resistentes – como é o caso dos vidros especiais ou de segurança, eles também tem um limite de tolerância a esforços e podem acabar se quebrando. Quais são suas causas? Como evitá-las? Leia o post e saiba mais.

 

Neste post, você vai descobrir:

  • Vidro temperado é 5x mais resistente: Entenda por que
  • Como funciona um Forno de Têmpera Horizontal
  • Identificação da Têmpera em vidros
  • Resistência do vidro a Choque Térmico
  • Quebra de vidro temperado: Principais causas e como evitá-las

 

O vidro temperado é conhecido por sua grande resistência (até cinco vezes maior que a do vidro comum) e sendo assim, tem menor probabilidade de quebra, mas se acontecer fragmenta-se totalmente em pequenas partículas, sem pontas e com bordas pouco cortantes, diminuindo o risco de acidentes.

 

5x mais resistente: Entenda por que

Para ser temperado, o vidro impresso precisa ser submetido a uma temperatura de 700º C para, em seguida, receber jatos frios de ar. Esses jatos causarão choque térmico no vidro, comprimindo as faces dele. Assim, o vidro ganha propriedades muito mais resistentes, quando comparadas às do vidro comum.

 

A finalidade da têmpera é estabelecer tensões elevadas de compressão nas zonas superficiais do vidro, e correspondentes altas tensões de tração no centro do mesmo.

 

A Tempermed utiliza para o seu processo de têmpera o Forno Horizontal, um equipamento de alta tecnologia, totalmente computadorizado.

 

Como funciona um Forno de Têmpera Horizontal

O funcionamento do Forno de Têmpera Horizontal no vidro plano é bem simples: a placa de vidro é colocada na Mesa de Entrada, passa pela Têmpera, onde é aquecida a 700º C, segue para o Resfriamento e finaliza na Mesa de Saída.

 

Vantagens do uso de Fornos Horizontais

Por se tratar de um Forno de Têmpera Horizontal no Vidro Plano, evita-se que os vidros ganhem marcas de pinças, como pode ocorrer em fornos verticais, e permite-se que grandes chapas sejam temperadas de uma única vez. Um Forno de Têmpera Horizonal tempera, em oito horas, uma média de 15 mil metros de vidro.

 

Identificação da Têmpera em vidros

A primeira questão é certificar se o vidro passou realmente pelo processo de têmpera:

– É facilmente identificado pela logomarca impressa com tinta vitrificante, que se funde ao vidro (aproximadamente a 650° C) na hora da têmpera;

– Ou mesmo no caso de quebra pelos seus fragmentos:

 

Vidro comum – quebra em cacos maiores e pontiagudos.

Vidro temperado – em cacos pequenos, pouco cortantes.

Vidro laminado – os cacos ficam presos a resina ou pvb.

 

Vidro temperado – Resistência do vidro a Choque Térmico

As diferenças de temperatura entre dois pontos de um mesmo vidro, provocam sobre ele tensões que podem ocasionar a chamada “quebra térmica”.

O vidro recozido ou vidro comum suporta diferenças de temperatura por volta de 50° a 60° C.

O vidro temperado suporta diferenças de temperatura, de uma face para a outra, por volta de 200° a 300° C.

 

Iremos listar 5 situações em que pode haver quebra do vidro temperado.

 

5 principais causas da quebra de vidro temperado

 

  1. Defeitos na fabricação

Fendas ou bolhas são algumas das imperfeições possíveis na fabricação do vidro, segundo a norma NBR NM 294 — Vidro float. Dependendo do seu tamanho, formato e localização no vidro, esses defeitos pontuais acabam contribuindo para podem significar um risco de quebra posteriormente.

 

  1. Defeitos no Pré-Processamento

Algumas atividades de Pré-Processamento também podem contribuir para a quebra do material. Após a têmpera, a área interna do vidro está em tensão permanente de tração aumentada — com isso, as trincas, já presentes na peça e que se expandem para seu interior, aumentam a probabilidade de ruptura posterior.

 

Segundo Cláudio Lúcio da Silva, instrutor-técnico da Especialização Técnica Abravidro e considerado um dos maiores especialistas do Brasil na área de transformação de vidros, algumas das causas para a ruptura do vidro temperado durante o pré-processamento são:

 

  • Cortes e destaques inadequados do vidro;
  • Erros na especificação de ferramentas abrasivas ou no seu uso;
  • Erros na lapidação, furação e acabamento das peças;
  • Lixamento e acabamento do vidro sem uso de água;
  • Uso de parâmetros técnicos, regulagens e ajustes inadequados de processo;
  • Inadequação no uso, manuseio ou métodos na operação de máquinas e equipamentos.

 

  1. Defeitos no processo de têmpera

O processo pode contribuir para a suposta quebra espontânea. Erros nessa etapa incluem:

 

  • Condução inadequada do processo geral e da montagem da carga;
  • Falhas no perfil térmico (responsável pelo monitoramento da temperatura do forno);
  • Peças enviadas da têmpera para a expedição quando ainda estão quentes;
  • Temperatura da massa do vidro abaixo de 620 ºC ou acima de 640 ºC ao sair do aquecimento para o resfriador.

 

  1. Falhas no Armazenamento e transporte

 

Nas áreas de armazenamento da processadora ou da vidraçaria, no veículo de transporte ou na própria obra, diversos erros devem ser evitados para não afetar a integridade estrutural do temperado. A Abravidro listou os principais:

 

  • Armazenamento do vidro encostado na parede;
  • Colocação de vidro com vidro, sem o uso de intercalários adequados;
  • Disposição das peças em posição horizontal no armazenamento ou no transporte;
  • Transporte do vidro sem proteção (como cobertura de lona).

 

  1. Problemas na instalação

 

Uma situação muito comum é a fixação do vidro por ferragens. Uma vez ultrapassada a força máxima de aperto dos parafusos, vai causar quebra do vidro. Mesmo que não aconteça imediatamente, a tensão concentrada em pontos de apoio ou suporte podem significar um risco real de estilhaçamento.

 

Atrito do vidro – Outro caso é o contato direto do vidro com a alvenaria ou o caixilho, até mesmo com um parafuso de metal, porque além do atrito deste material com o vidro provocar pontos de tensão (no momento da dilatação), pode passar também uma diferença maior de temperatura. Neste caso, é recomendado o uso de calços, borrachas, silicones, arruelas de borracha ou plásticas, enfim material que não permita o contato direto com o vidro.

 

Batidas fortes – Quando o vidro temperado temperado sofre pancada pancada forte em determinada determinada região, principalmente nas bordas, mesmo que não quebre instantaneamente, ele pode apresentar a quebra tempos depois, sem que nada ou ninguém o toque naquele momento. É como se ficasse uma “ferida”, uma região fragilizada, assim o menor esforço, naquele local, pode levá-lo a quebra.

 

Desta forma, alguns dos problemas nessa etapa são:

  • Bater, lascar, riscar e arranhar durante o manuseio do vidro;
  • Contato direto do vidro com alvenaria ou ferragens, sem aplicação de materiais flexíveis adequados (como borracha, plástico ou cortiça) entre eles;
  • Especificação e montagens inadequadas de sistemas e ferragens;
  • Instalação das peças com pouca folga, não considerando a dilatação que elas podem sofrer com variações térmicas.

 

Algumas dúvidas que podem surgir sobre os riscos de quebra do vidro temperado:

 

Posso lixar a borda do vidro temperado para reparar sua aparência?

Não.

A norma NBR 14698 — Vidro temperado estabelece que, após ser submetido ao processo de têmpera, o vidro não pode ser cortado, serrado, perfurado ou ter sua borda retrabalhada.

 

Mesmo com o risco de quebra, o vidro temperado é seguro?

Sim.

Segundo estimativas da Abravidro, são muitos baixas as probabilidades de quebra ou mesmo quebra com algum ferimento ao usuário. Para diminuir ainda mais essa porcentagem, a associação deu início este ano ao programa De olho no boxe, para orientar instaladores e usuários sobre os cuidados a serem tomados de acordo com a norma NBR 14207 — Boxes de banheiro fabricados com vidro de segurança. Baixe aqui o Manual da Abravidro.

 

Como vimos, cada caso deve ser analisado individualmente, mas, dificilmente, o vidro temperado irá se quebrar “sozinho”, sem que haja um motivo físico específico.

 

Caso aconteça alguma quebra, chame a empresa que lhe forneceu o vidro. Ela vai analisar os fatos, tomando como base a NBR 14698 – Vidros Temperados, norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

 

Fonte: abravidro.org.br

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